Conta de luz pesa no orçamento e faz consumidor buscar novas formas de economizar

Conta de luz pesa no orçamento e faz consumidor buscar novas formas de economizar

A conta de luz é, ao lado da alimentação, uma das despesas que mais pesam no bolso do brasileiro e uma das mais difíceis de escapar, porque ninguém abre mão de energia. Uma pesquisa do Instituto Pólis com o IPEC (Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica), mostrou que quase metade das famílias apontam a alimentação e a energia como os itens que mais comprometem o orçamento, entre os lares de baixa renda, estudos da consultoria PSR (Energy Consulting and Analytics) indicam que a eletricidade pode consumir até 18% da renda mensal. É uma despesa que volta todo mês, que infelizmente não dá para adiar e corrói justamente o dinheiro que iria para o essencial.

Nesse cenário, a redução do consumo aparece como uma das alternativas mais conhecidas para tentar diminuir a despesa, mas tem limitações. Há equipamentos e hábitos dos quais o consumidor não pode simplesmente abrir mão, o que leva à busca por outras maneiras de aliviar o impacto da conta no orçamento. Para Marcelo Freitas, CEO da Soul, a discussão passa por encontrar formas de gerar valor a partir de atividades que já fazem parte da rotina.

“Reduzir o consumo ajuda, mas tem um limite. A geladeira não desliga e o chuveiro no inverno é importante. Por isso, existe um segundo caminho, muitas vezes esquecido: em vez de só cortar, gerar valor para pagar a conta. A recompensa mais valiosa é a que alivia uma despesa que a pessoa tem obrigatoriamente de pagar todo mês”, afirma o CEO da Soul.

Essa mudança também aparece na relação dos consumidores com programas de benefícios. Segundo Freitas, em um momento de maior atenção ao orçamento, recompensas que podem ser utilizadas em despesas recorrentes tendem a ganhar relevância em relação a benefícios mais distantes ou aspiracionais.

“Durante muito tempo, programa de recompensa foi sinônimo de milha aérea e viagem, coisas boas, mas aspiracionais, que muita gente acumula e nunca utiliza. Enxergamos de outro jeito: a recompensa mais valiosa é a que alivia uma despesa que a pessoa tem obrigatoriamente de pagar todo mês. Direcionar o benefício para a conta de luz, e não para um prêmio distante, é o que torna a economia de fato e imediata no orçamento das famílias”, explica.

A lógica está relacionada a uma mudança na forma como o consumidor avalia vantagens e benefícios. Mais do que acumular pontos ou receber recompensas, a percepção de valor passa pela possibilidade de transformar esses benefícios em economia concreta no orçamento. “O benefício que ganha a preferência é o que aparece no fim do mês, no valor do boleto, não o que promete uma vantagem lá na frente. O consumidor está mais criterioso, quer saber, de forma clara, quanto aquilo vale no bolso dele”, diz Freitas.

Soul aposta em benefícios ligados a despesas essenciais

A Soul atua nesse cenário com iniciativas voltadas à geração de benefícios relacionados à conta de energia. Entre elas está o Vale Energia, que permite transformar hábitos e atividades realizadas no dia a dia em descontos na conta de luz. No entendimento da empresa, a proposta acompanha uma busca crescente por benefícios que tenham impacto direto sobre despesas essenciais e recorrentes.

Outro movimento que pode ampliar as possibilidades para o consumidor está relacionado ao mercado de energia. O decreto de agosto abre caminho para que consumidores residenciais possam escolher seu fornecedor de energia a partir de 2028, algo que atualmente está disponível para a indústria e o grande comércio. Para o executivo, a mudança representa uma nova possibilidade de escolha para quem hoje tem poucas alternativas diante da conta que chega todos os meses.

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