Consumo de eletricidade deve crescer 3,3% ao ano no Brasil e pressiona indústria por mais eficiência
Materiais como o policarbonato de alta resistência têm sido empregados no varejo para garantir maior durabilidade, proteção contra radiação UV e desempenho ao longo do tempo (Fotos: divulgação)

Consumo de eletricidade deve crescer 3,3% ao ano no Brasil e pressiona indústria por mais eficiência

Dados da Empresa de Pesquisa Energética, vinculada ao Ministério de Minas e Energia, indicam que o consumo de eletricidade no Brasil deve crescer, em média, 3,3% ao ano até 2035, impulsionado tanto pela atividade econômica assim como pelo aumento das temperaturas, pela maior frequência de ondas de calor e pela crescente demanda por climatização.

A estimativa, presente no Caderno de Demanda de Eletricidade do Plano Decenal de Expansão de Energia 2035, reforça portanto a importância da busca por alternativas viáveis de eficiência energética que não impactem a produtividade da indústria nacional, como as soluções de iluminação natural — especialmente ao se considerar que a iluminação artificial pode representar entre 15% e 30% do consumo total de energia em edificações comerciais e industriais.

Para Cássio Pissetti, diretor comercial da Engepoli, especializada neste tipo de solução para a indústria, não há mais tempo a perder. “Os efeitos das mudanças climáticas, com o aumento das temperaturas globais e da frequência dos eventos extremos, já impactam diretamente a operação das indústrias. Por isso, é urgente pensar em alternativas que aliem eficiência energética, redução de custos e mais previsibilidade operacional”, afirma.

ESG na prática

Pissetti lembra que os critérios ESG, sigla em inglês para Meio Ambiente, Social e Governança, já fazem parte da gestão de muitas empresas no país. Nesse contexto, cresce a busca por soluções que contribuam para a eficiência energética e aumentem a resiliência das operações e das próprias estruturas diante de cenários climáticos mais extremos.

A iluminação natural, ao reduzir a dependência de sistemas elétricos e contribuir para o controle térmico dos ambientes, se insere nesse movimento como uma alternativa alinhada às novas exigências de sustentabilidade e desempenho.

“Quando se fala em ESG na prática, estamos tratando de decisões que impactam diretamente o consumo de energia e a eficiência dos ambientes. A iluminação natural é uma dessas soluções porque utiliza um recurso abundante e também contribui para a qualidade do espaço de trabalho”, destaca o diretor.

Consumo de eletricidade deve crescer 3,3% ao ano no Brasil e pressiona indústria por mais eficiência
A iluminação natural, ao reduzir a dependência de sistemas elétricos, se alinha a uma das principais alternativas para a transição energética

Aproveitamento de recursos naturais

Entre as opções disponíveis no mercado, estão sistemas de iluminação zenital com certificações internacionais, como a FM Approved, concedida pela FM Approvals (FM Global), que buscam distribuir a iluminação de forma mais uniforme, evitando ofuscamento e reduzindo dessa forma o ganho térmico em grandes áreas, como galpões industriais e centros logísticos.

Um exemplo dessa aplicação é o Skylux Ultra, desenvolvido pela Engepoli, que reúne iluminação zenital com certificação internacional FM Approved. A certificação atesta o desempenho do sistema em testes rigorosos de resistência, durabilidade e segurança, aspectos cada vez mais relevantes em projetos expostos a condições climáticas adversas.

Além disso, materiais como o policarbonato de alta resistência têm sido empregados para garantir maior durabilidade, proteção contra radiação UV e desempenho ao longo do tempo, fatores considerados relevantes em projetos sujeitos a variações climáticas mais intensas.

Nesse cenário, a tendência é que soluções que combinem eficiência energética, desempenho técnico e segurança ganhem espaço em projetos industriais e logísticos, especialmente diante da necessidade de reduzir custos operacionais e adaptar as edificações a um ambiente climático cada vez mais desafiador.

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