Painel debateu sobre as tecnologias, os sistemas e as estratégias essenciais para ampliar a visibilidade, a automação, a interoperabilidade e a inteligência operacional das redes, fortalecendo a capacidade de resposta e a resiliência dos sistemas de distribuição. A importância da arquitetura digital necessária para operar milhões de medidores, sensores, recursos distribuídos, cargas flexíveis e consumidores ativos com segurança, interoperabilidade e eficiência foi o eixo central.
Principais temas em destaque foram: inteligência artificial aplicada à operação; Sistemas Avançados de Gerenciamento da Distribuição (ADMS); Sistemas de Gerenciamento de Recursos Energéticos Distribuídos (DERMS); Sistemas de Gerenciamento da Distribuição (DMS); Sistemas de Gerenciamento de Interrupções (OMS); Sistemas de Informação Geográfica (GIS); gêmeos digitais; telecomunicações críticas; interoperabilidade entre sistemas e cibersegurança operacional.
Lucas De Crignis Provete, gestor de Redes Inteligentes da EDP, em conversa exclusiva com a Revista Mundo Elétrico, abordou alguns pontos e falou como a EDP tem blindado a infraestrutura em relação à cibersegurança operacional.
“Esse é um tema bem crítico, à medida que vai se digitalizando, tendo assim uma convergência de IT para OT, com dados sensíveis e importantes que podem controlar a gestão da rede de forma muito mais acessível. Primeiramente, é necessário a segmentação desses ambientes. O ambiente operativo em que eu faço comando deve ter acesso restrito e qualquer interação com o ambiente corporativo de IT tem que acontecer portanto em zona desmilitarizada. Esse é o nível de proteção de infraestrutura de software”, afirmou.
Mas também é preciso garantir que a minha proteção aconteça na borda, em cada subestação, em cada rádio master, para que qualquer tentativa de intrusão já seja bloqueada na ponta. E finalmente na engenharia social, que acontece dentro da própria empresa, é se certificar de como que essas pessoas estão acessando as premissas da EDP. Verificar como está meu controle de acesso, bloqueio de tela, acesso ao centro de operação, permissão, etc. São políticas que vamos avançando a nível global dentro da EDP.





