Flexibilidade como ativo estratégico do sistema elétrico
Sávio Ricardo Muniz Aires da Costa durante sua apresentação no Smart Grid

Flexibilidade como ativo estratégico do sistema elétrico

Esse painel discutiu a flexibilidade como uma nova classe de infraestrutura estratégica para o sistema elétrico, capaz de adiar investimentos, reduzir o curtailment, melhorar a qualidade e a confiabilidade do serviço, ampliar a integração de fontes renováveis e viabilizar novos modelos de operação e de mercado.

Entre os principais temas estão sistemas de armazenamento de energia (BESS), resposta da demanda, agregadores e usinas virtuais de energia (VPPs), armazenamento de longa duração, mobilidade elétrica, serviços ancilares, gestão do curtailment e novos modelos de remuneração da flexibilidade.

Sávio Ricardo Muniz Aires da Costa, gerente Corporativo da Automação e Telecomunicações da Energisa, falou sobre os maiores desafios de infraestrutura de telecom para escalar projetos.

“Nas áreas de concessão da Energisa onde têm baixa demografia, como por exemplo, o Norte e Centro Oeste, as operadoras geralmente não investem na cobertura de telecom, então cabe aos grupos econômicos aportarem em soluções próprias. Essas soluções acabam sendo caras, porque tem que construir torre, repetidores e toda a infraestrutura de telecom para atender às vezes uma parcela pequena de consumidores, mas que é necessário, por legislação, por atendimento”, explicou Sávio.

Em seguida, prosseguiu: “Não temos uma solução única de telecom, vamos fazendo um mix de soluções para atender a demanda. Quando se vai encontrando um pool de soluções para atender de diferentes áreas, diminui a escala e perde o benefício de ter uma redução de investimento em relação a isso. Então, o maior desafio que eu vejo é esse. Os centros urbanos têm comunicação, mas quando sai um pouco dos centros urbanos, as operadoras não atendem mais, e aí você tem que partir para investimentos próprios, de redes próprias”.

Flexibilidade como ativo estratégico do sistema elétrico
Curtailment e flexibilidade foram temas debatidos no painel

Sobre os desafios do curtailment, as tecnologias de automação e a resiliência de fornecimento, Sávio disse o seguinte:

“A flexibilidade faz parte do portfólio, é um ativo elétrico, energético. Temos um crescimento de GD, em pelo menos três das cinco principais concessões do Brasil, onde a demanda de GD é muito maior do que a demanda elétrica convencional. Equilibrar isso é difícil, porque gera problemas de performance da rede.

Então, as soluções de flexibilidade vêm para corrigir esses eventos, postergar investimentos e no final gerar valor para o cliente e a menor custo. Porque às vezes as soluções que a gente precisa dar para crescimento da rede, para uma empresa, uma fábrica, mesmo um consumidor, não conseguimos, porque o investimento é muito alto para atender aquele consumidor fora da ponta. Quando a gente coloca um BEES, soluções de flexibilidade, conseguimos entregar o mesmo resultado, com custo melhor e com prazo melhor também. Então é como uma peça de Lego, ele se junta a mais uma solução disponível que a concessionária já está trabalhando”.

Leia também Lideranças debaterão desafios do setor elétrico no 18º Fórum Latino-Americano de Smart Grid
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