A programação do segundo dia do Energy Summit 2026 promete ampliar as discussões sobre os desafios e as oportunidades que envolvem a transição energética mundial. Alguns debates vão concentrar temas mais estratégicos como inteligência artificial, digitalização, investimentos e hidrogênio verde. Além de energias renováveis e os caminhos para a construção de uma economia global mais limpa, resiliente e sustentável.
Entre os principais tópicos previstos estão as tecnologias voltadas à descarbonização da economia, à expansão das fontes renováveis, ao avanço do hidrogênio verde como alternativa energética e à modernização dos sistemas elétricos. A agenda também abordará os impactos da inteligência artificial na gestão energética. Ela destacará seu potencial para aumentar a eficiência operacional e otimizar o consumo.
As conversas incluem ainda investimentos em infraestrutura, soluções para armazenamento energético, desenvolvimento de novos combustíveis, digitalização industrial e estratégias ESG voltadas ao setor. Um dos debates mais aguardados deverá abordar a forma como governos, empresas e investidores estão reformulando o sistema elétrico diante das transformações tecnológicas e das metas globais de neutralidade de carbono.
O tema ganha relevância em um cenário em que diversos países aceleram seus planos de transição energética. Principalmente, no momento em que ampliam os investimentos em fontes renováveis e tecnologias de baixo carbono.
Novos modelos de negócios e segurança energética
Ganham espaço na programação os debates sobre mobilidade sustentável, inovação corporativa, desenvolvimento de novos materiais para a indústria energética. Além de modelos de negócios capazes de impulsionar a adoção de tecnologias limpas.
Um eixo de grande importância será a segurança energética, especialmente no contexto da diversificação das fontes de geração. Convidados de peso vão analisar quais são os caminhos para garantir estabilidade e confiabilidade no fornecimento durante a transição para uma economia de baixo carbono. Esse fator é considerado um dos maiores desafios globais da atualidade.
Além das atividades na plenária principal, o evento contará com palcos paralelos e trilhas temáticas voltadas a diferentes públicos e segmentos do mercado. Entre os destaques estão o Women in Energy, dedicado ao fortalecimento da participação feminina no setor; o Favela Inova, voltado à inovação e ao empreendedorismo de impacto; a Career Track, focada em capacitação profissional e empregabilidade; e a eLight Arena, espaço destinado à apresentação de startups e soluções tecnológicas. Haverá ainda ambientes dedicados à pesquisa científica e ao desenvolvimento de novos negócios.
Integração entre academia, mercado e inovação
O Energy Summit 2026 reunirá importantes nomes dos cenários nacional e internacional. Entre os palestrantes confirmados estão a pesquisadora da Embrapa e vencedora do World Food Prize, Mariangela Hungria. Além de Page Crahan, Lars Frølund, Myfanwy Price Wolf e Elbia Gannoum, entre outras lideranças ligadas à energia, tecnologia e inovação.
Outro diferencial do encontro é a integração entre universidades, centros de pesquisa, governos, mercado financeiro, grandes corporações e startups. Inspirado na metodologia MIT REAP, o evento busca fomentar ecossistemas de inovação capazes de acelerar o desenvolvimento tecnológico e a implementação de soluções voltadas à sustentabilidade.
Com expectativa de receber milhares de participantes durante os três dias de programação, o Energy Summit 2026, que acontece na Marina da Glória, no Rio de Janeiro. O evento reforça o protagonismo da capital carioca como um dos principais polos de debate sobre energia e sustentabilidade da América Latina.
Reconhecido como o maior encontro de energia, sustentabilidade, inovação e empreendedorismo conectado ao ecossistema do MIT fora dos Estados Unidos, reúne especialistas, executivos, investidores, pesquisadores, representantes do setor público, startups e lideranças empresariais de diversos países.
Ao longo de toda programação, os participantes acompanharão uma série de painéis estratégicos centrados nos chamados “5Ds” da transformação energética: descarbonização, digitalização, descentralização, democratização e diversificação. Cinco pilares que orientam os debates e refletem as principais tendências que vêm moldando o futuro da energia em escala global.





