12 dicas para a boa instalação elétrica de uma residência

12 dicas para a boa instalação elétrica de uma residência

Economizar é palavra proibida quando o assunto é instalação elétrica. Em qualquer tipo de construção, não basta ter apenas um projeto arquitetônico bem elaborado com boa estética, distribuição funcional dos ambientes e os melhores materiais de acabamento.

Também é essencial ter atenção e os devidos cuidados com a instalação elétrica. Caso contrário, haverá diversos problemas e falhas que afetarão a segurança do imóvel e de seus moradores, como choques elétricos, além de sobrecargas e curtos-circuitos que podem resultar em incêndios.

E para garantir o sucesso da instalação elétrica de uma residência, a IFC/Cobrecom, empresa especializada na produção de fios e cabos elétricos de baixa tensão, apresenta 12 dicas importantes.

Dica nº 1 – Contratar profissionais habilitados

Para realizar o projeto e execução da instalação elétrica, nunca contrate profissionais ‘mais ou menos’.

“O projeto deve sempre ser feito exclusivamente por um profissional habilitado e qualificado, como engenheiros eletricistas, para qualquer tipo de edificação ou técnicos ou tecnólogos eletrotécnicos para situações específicas”, revela o professor e renomado engenheiro eletricista Hilton Moreno, que também é consultor técnico da IFC/Cobrecom.

O profissional ressalta que um projeto elétrico bem elaborado é aquele que está de acordo com a norma técnica NBR 5410 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Esse fator garante o correto funcionamento de todos os componentes da instalação, além de evitar sobrecargas, que podem resultar em um aumento do consumo de energia e problemas de segurança.

Para a execução do projeto, deve ser contratado um profissional como engenheiro, técnico ou tecnólogo, sob orientação do qual trabalhará o eletricista.

Outra dica importante é solicitar o orçamento por escrito, pois é uma garantia tanto para os profissionais, como também para o proprietário da obra. “Também devem ser especificados no orçamento ou em um contrato o prazo para a realização do serviço, as formas de pagamento e as garantias”, recomenda Moreno.

Vale lembrar que os gastos totais com a instalação elétrica (projeto, execução e compra dos materiais) representam uma parcela pequena do custo total de uma obra e, caso não seja feita corretamente, a conta de energia elétrica será muito alta e em poucos meses a economia feita por não contratar serviços especializados se transformam em prejuízos para o proprietário da obra.

Dica nº 2 – Dimensionamento correto do projeto elétrico

Em qualquer tipo de construção, é fundamental que o dimensionamento das instalações elétricas seja feito corretamente.

O dimensionamento dos componentes, em geral, e dos condutores elétricos, em particular, é realizado de acordo com a corrente elétrica que circulará pelos fios e cabos e pelos dispositivos de proteção, como os disjuntores.

“Fios e cabos elétricos corretamente dimensionados garantem longa vida útil aos produtos e reduzem significativamente os riscos da ocorrência de sobrecargas e curtos-circuitos, além de contribuírem para não haver aumento desnecessário na conta de energia elétrica”, explica Hilton Moreno.

Dica nº 3 – Compra dos materiais elétricos

A economia e a aquisição de materiais irregulares são os inimigos de qualquer instalação elétrica, pois de nada adiantará ter o melhor projeto elétrico, se forem utilizados materiais de qualidade duvidosa, pois, nesse caso, aparecerão problemas no futuro e a economia inicial resultará em gastos maiores com reparos e manutenções. 

Contar com a ajuda do responsável pelo projeto elétrico e até mesmo do eletricista é fundamental para a escolha correta dos materiais.

“Depois de pronto o projeto elétrico, o projetista elabora a lista com a especificação de todos os materiais necessários para a instalação elétrica do imóvel e suas respectivas quantidades”, revela Hilton Moreno.

Os produtos para instalações elétricas devem ser fabricados de acordo com as exigências das normas técnicas da ABNT. Em geral, o estabelecimento que comercializa tais produtos deve se responsabilizar que está vendendo apenas materiais que atendem à normalização técnica.

Além disso, alguns produtos elétricos possuem o selo obrigatório do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), como são os casos dos fios e cabos elétricos, disjuntores, interruptores e tomadas. Assim, antes da aquisição, confira se nas embalagens dos produtos constam o selo do Inmetro, as normas técnicas referentes ao produto e, principalmente, se há os dados do fabricante como CNPJ, endereço e número de telefone de atendimento ao consumidor.

Dica nº 4 – Atenção especial aos fios e cabos elétricos

Esses materiais estão entre os mais relevantes para a instalação elétrica de um imóvel e possuem a função de levar a energia desde o padrão de entrada onde está localizado o medidor até os pontos de utilização como as tomadas e as lâmpadas.

“Uma dica importante é sempre desconfiar de fios e cabos elétricos com preços muito baixos. Além disso, é fundamental adquirir materiais de marcas reconhecidas no mercado para ter uma instalação de qualidade, segura e confiável”, recomenda Moreno.

“Além da busca por empresas conhecidas e de procedência, antes de comprar fios e cabos elétricos é preciso verificar na etiqueta de identificação do produto se contém o Selo do Inmetro. Deve ser, inclusive, checado no site desse órgão certificador se o número de registro do fabricante está válido, pois também existe a falsificação desse selo”, alerta Alexandro Pedroso da Silva, coordenador de Desenvolvimento de Produto da IFC/Cobrecom.

Outro conselho é conferir se o fabricante é associado da Associação Brasileira pela Qualidade dos Fios e Cabos Elétricos (Qualifio), que é mais uma garantia de confiança na hora de comprar fios e cabos elétricos seguros e de qualidade, já que a entidade testa e avalia com muito rigor os produtos tanto de fabricantes associados, como também os das empresas não associadas. Para isso, consulte: www.qualifio.org.br.

Dica nº 5 – Nunca adquira cabos ‘desbitolados’

Esses materiais além de irregulares (não estão de acordo com as normas técnicas da ABNT e não possuírem certificação obrigatória do Inmetro), comprometem a instalação elétrica, já que eles não atendem os itens recomendados pelas normas técnicas ou empregam materiais de baixa qualidade.

“Esses condutores elétricos possuem menor quantidade de cobre que o exigido pelas normas técnicas. Além disso, o cobre utilizado muitas vezes não tem a pureza requerida para fins elétricos. Esses produtos geralmente usam cobre de sucata com alto grau de impurezas”, revela Hilton Moreno.

Outra desvantagem é que, por ser subdimensionado, o produto conduz menos energia e pode resultar no aquecimento indevido dos condutores (sobrecarga) com o consequente aumento na conta de luz, nos frequentes desarmes dos disjuntores e também em curtos-circuitos e incêndios.

“É possível obter no site do Inmetro a relação de todas as marcas que estão regularizadas com a certificação dos produtos”, orienta Alexandro Pedroso da Silva.

Dica nº 6 – Utilização dos Cabos PP é proibido

Esse condutor elétrico é indicado apenas para uso como cabo de ligação de aparelhos eletrodomésticos (geladeiras, aspiradores de pó, lavadora de roupas, entre outros), extensões, máquinas e ferramentas elétricas portáteis, que requerem um cabo de alta flexibilidade e resistência à abrasão.

Também é importante ressaltar que as características e propriedades físicas, químicas e mecânicas dos cabos PP, são completamente diferentes das dos cabos recomendados para as instalações fixas.

Outro problema é o Cabo PP isolado para 500V não possui propriedades antichama, que é uma característica exigida nos cabos mais comuns para uso geral nas instalações elétricas fixas.

Dica nº 7 – Os disjuntores devem ser compatíveis com os fios e cabos elétricos

Esse fator é essencial para o correto funcionamento da instalação elétrica. Caso esses componentes não sejam compatíveis, normalmente o disjuntor desarmará o circuito elétrico toda hora, impedindo o funcionamento dos aparelhos.

Além disso, os disjuntores são peças importantes para a segurança da instalação e do imóvel, pois em casos de sobrecargas ou curtos-circuitos, a alimentação elétrica será desligada.

Dica nº 8 – Dispositivo DR é obrigatório

A falta desse componente afeta a segurança das pessoas que moram ou trabalham no local, pois o dispositivo DR protege as pessoas contra os choques elétricos.

Todo projeto elétrico deve obrigatoriamente especificar a instalação do DR, sendo que nos circuitos dos ambientes molhados como a cozinha, banheiros, áreas de serviço etc., devem ser previstos DRs de alta sensibilidade.

Sua instalação também é obrigatória em componentes da área de lazer como a saunas e piscinas.

Dica nº 9 – Planejar a instalação de tomadas de uso específico

Equipamentos de alta potência como ar-condicionado, torneira elétrica, forno elétrico, geladeira, entre outros, necessitam de uma tomada de uso específico, que não pode ser compartilhada com outros equipamentos.

O consultor técnico da IFC/Cobrecom explica que, durante a fase do projeto elétrico, o proprietário da obra deve passar para o engenheiro eletricista a informação sobre todos os equipamentos e eletrodomésticos que serão ligados no imóvel.

Com isso, todos os circuitos das tomadas serão dimensionados de acordo com cargas necessárias para alimentar cada aparelho.

Dica nº 10 – O aterramento também é fundamental

De acordo com a NBR 5410, o aterramento é um item de proteção obrigatório já que oferece um caminho seguro para que as fugas de corrente e descargas elétricas atmosféricas que poderão ocorrer no local sejam direcionadas para a terra, além de proteger as pessoas contra choques elétricos.

Caso não seja instalado, as pessoas que utilizam o imóvel ficarão desprotegidas contra falhas que poderão ocorrer durante a utilização de seus equipamentos e eletrodomésticos.

Hilton Moreno esclarece que é muito importante que o autor do projeto dimensione corretamente o sistema de aterramento, que inclui o condutor de proteção (popularmente chamado de “fio-terra”), que deve estar em todos os circuitos das tomadas e demais pontos de utilização de energia elétrica do imóvel.

Dica nº 11 – Atenção com relação ao chuveiro elétrico

Antes de comprar qualquer modelo de chuveiro elétrico, verifique a seção nominal dos cabos elétricos que estão instalados na caixa de ligação desse equipamento.

Caso o modelo não seja compatível com a fiação existente, o aparelho poderá não aquecer adequadamente, além de ocasionar sobrecarga nos condutores e perda de energia, entre outros.

Dica nº 12 – Manutenções preventivas

A prevenção é sempre o melhor remédio para garantir a segurança e a qualidade da instalação elétrica.

Além disso, os gastos com a troca preventiva dos componentes elétricos são sempre mais baratos do que esperar acontecer um problema mais grave, como  sobrecargas, curtos-circuitos e até mesmo um incêndio, por exemplo. “É indicado fazer a primeira revisão da rede elétrica do imóvel no mínimo dez anos após o término de sua instalação. Depois disso, é preciso verificar tudo a cada cinco anos pelo menos”, destaca Moreno.

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