Empreendimentos hoteleiros reduzem até 36% da conta de luz e fortalecem práticas sustentáveis no mercado livre de energia

Empreendimentos hoteleiros reduzem até 36% da conta de luz e fortalecem práticas sustentáveis no mercado livre de energia

A conta de luz está entre os principais custos dos empreendimentos hoteleiros. A fatura representa cerca de 6% das despesas operacionais, segundo a Associação Brasileira de Indústria Hotéis (ABIH). A adoção de uma gestão estratégica de energia, principalmente para consumidores do mercado livre, é uma forma eficaz para garantir previsibilidade de custos e construir uma credibilidade sustentável robusta – a partir do uso de fontes renováveis, como geração solar.

A forte sazonalidade do mercado hoteleiro torna essencial tratar a previsibilidade de custos como um fator estratégico crucial. De acordo com dados do Grupo Delta Energia, um dos principais players do setor, após a migração para o ambiente de livre negociação, com olhar para gestão energética, os hotéis têm apresentado resultados expressivos.

A empresa registrou uma economia de 18,6% entre 2006 e 2024 entre os clientes desse segmento. “Um deles reduziu 36,81% dos custos com eletricidade ao longo de quatro anos, depois que passamos a fazer a gestão da conta no mercado livre”, diz João Carlos Guimarães, consultor estratégico do Grupo Delta Energia.

Outra vantagem é a liberdade de optar por uma geração de energia renovável, e garantir que o discurso ESG do hotel não seja considerado “greenwash”, ou seja, uma falsa imagem sustentável – algo cada vez mais considerado importante para hóspedes. Segundo o 10º Relatório de Viagens e Sustentabilidade, divulgado pelo Booking em abril deste ano, em 2025, 98% dos turistas entrevistados afirmaram desejar e de certa forma já optar por escolhas mais sustentáveis, 42% maior do que quando comparado aos dados levantados em 2016.

Para o consultor do Grupo Delta Energia, o cenário no setor hoteleiro mostra que a economia gerada para quem consome eletricidade no mercado livre não é apenas um alívio financeiro. “Se torna capital para o reinvestimento em melhorias estruturais e iniciativas que comprovam o compromisso ESG do hotel”, avalia.

A partir da abertura do mercado de energia, diferentemente do ambiente cativo, no mercado livre grandes consumidores, como hotéis, podem negociar a compra de energia diretamente com geradoras ou comercializadoras, por meio de contratos de médio e longo prazo. Devido à liberdade contratual é possível portanto fixar preços, se proteger contra a volatilidade tarifária e escolher fontes de energia renovável, transformando a gestão energética.

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